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Strategic Model Canvas explicado

O Strategic Model Canvas é uma ferramenta de pensamento visual criada por Pedro Mancini com o intuito de facilitar o desenvolvimento de estratégias empresariais, para que assim executivos, gerentes e praticantes de estratégia em geral possam modelar estratégias de forma mais colaborativa e criativa.


Diferentemente de outros canvas similares existentes no mercado, o Strategic Model Canvas foi cientificamente comprovado ao ser publicado na Revista Gestão e Projetos,uma das mais respeitadas revistas científicas do país. Além disso, ele já foi utilizado por mais de 400 empresas e profissionais liberais ao redor de todo país. Sendo assim, o objetivo deste artigo é explicar de forma bem simples todos os blocos que compõem o Strategic Model Canvas, a fim de demonstrar o quão fácil é o seu uso. Entretanto, maiores detalhes podem ser encontrados no e-book O Guia Oficial do Strategic Model Canvas. E para baixar gratuitamente a ferramenta, é só clicar aqui.


Então vamos lá. O Strategic Model Canvas é dividido em 10 blocos, conforme pode ser visto na figura abaixo.

Esses 10 blocos mostrados na figura acima funcionam como um guia para elaborar estratégias empresarias. Isso porque esses 10 blocos representam todas as informações necessárias para elaborar uma estratégia de ponta a ponta. Ao preencher esses blocos, o usuário pode ter certeza de que sua estratégia está completa.


Mesmo assim vale uma ressalva aqui. Alguns podem questionar porque o Strategic Model Canvas não contempla elementos do Planejamento Estratégico como Missão, Visão e Valores. E a resposta é simples; são dois motivos. O primeiro é que modelar estratégias não é a mesma coisa que planejar estratégias. Modelar estratégias é um processo mais criativo e intuitivo; planejar estratégias é um processo mais analítico e racional. Ao modelar uma estratégia empresarial você deve focar mais no pensamento estratégico do que na alocação de recursos propriamente dita.


O segundo motivo é que o Strategic Model Canvas foi desenhado sob um conceito pouco explorado no Brasil chamado de strategy as practice. De forma bem resumida, esse conceito que é estudado há mais de 20 anos, aborda a estratégia como algo mais tangível e prático, e não como algo muito abstrato. Infelizmente, no Brasil aprendemos nas universidades e MBAs a elaborar estratégias de uma forma muito genérica. É isso que o Strategic Model Canvas veio combater. Precisamos pensar em como fazer estratégia na prática e não em como colocá-la no papel ou nas paredes das empresas.


Dito isso, abaixo segue uma breve descrição de cada um dos blocos do Strategic Model Canvas:


- Necessidades dos Clientes: Descreve as dores e desejos dos clientes.

- Ameaças: Descreve todos os eventos externos à empresa que podem trazer consequências negativas a ela.

- Oportunidades: Descreve todos os eventos externos à empresa que podem trazer consequências positivas a ela.

- Objetivos: Define o direcionamento que a empresa deve seguir.

- Iniciativas: Descreve os projetos e/ou programas que a empresa deve executar para atingir seus objetivos.

- Metas: Define os resultados que a empresa deve alcançar.

- Indicadores (KPIs): Descreve como as metas serão mensuradas.

- Capex (Capital Expenditure): Descreve em quais contas do orçamento de investimento as iniciativas estão alocadas.

- Opex (Operational Expenditure): Descreve em quais contas do orçamento de operações as iniciativas estão alocadas.

- Valor de negócio: Descreve quais são os ativos tangíveis e intangíveis que a estratégia como um todo irá trazer para a empresa.

Abaixo, segue um exemplo do Strategic Model Canvas preenchido para que haja um entendimento melhor de cada bloco.

O exemplo acima reflete a estratégia de uma empresa que está tentando ingressar em novos mercados com um novo produto, porém, sofre com a concorrência de startups do setor que atingem clientes que buscam produtos com preços mais baixos. A escolha estratégica da empresa acabou sendo adquirir uma dessas startups e lançar o produto em mercados mais emergentes, ao invés de desenvolver um produto internamente para mercados mais desenvolvidos. Para fazer isso eles irão medir o quanto de market share esse novo produto vai agregar para a empresa. Além disso, vemos que eles criaram uma conta de investimento chamada Aquisições e Fusões para a compra da startup, e uma conta de operações chamada de Marketing, para a promoção do novo produto. Isso faz com que a empresa tenha tanto o controle estratégico quanto o controle orçamentário. Se tudo der certo, eles pretendem fazer com que a tecnologia seja democratizada, facilitando o acesso da mesma para todas as classes sociais.


Como vocês podem ver é uma ferramenta bem fácil de utilizar e de entender. Porém, existem muitas outras boas práticas que valem a pena ser conhecidas, que podem ser encontradas neste e-book. Vai lá e baixe a ferramenta, e comece a fazer estratégias na prática!

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