Como a Amazon Decretou a Morte do Balanced Scorecard
- Alium

- há 1 dia
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Durante décadas, o Balanced Scorecard — criado por Robert Kaplan e David Norton — foi praticamente sinônimo de planejamento estratégico dentro das empresas.
Se você já trabalhou com estratégia, provavelmente já viu (ou construiu) um mapa estratégico cheio de setas, indicadores e objetivos distribuídos em perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado.
Era elegante. Estruturado. Lógico. E, por muito tempo, funcionou.
Mas aqui vai a provocação: o Balanced Scorecard ficou velho.
Assim como outras ferramentas que fizeram enorme sucesso no século passado, ele nasceu em um contexto completamente diferente do que vivemos hoje. Um mundo mais previsível, mais estável… e, principalmente, mais linear.
Hoje, precisamos implementar um novo modelo. Um modelo muito mais iterativo, incremental e adaptativo. E é isso que vamos te mostrar nesse artigo.
A ascensão e queda do Balanced Scorecard
O Balanced Scorecard carrega uma lógica clara: você define objetivos, conecta causas e efeitos, desdobra em indicadores e acompanha resultados.

Parece perfeito, não é?
O problema é que essa lógica assume algo que já não existe mais: controle sobre o ambiente. Hoje, vivemos em um cenário muito mais horizontal, extremamente conectado, e, sejamos honestos… caótico.
Nesse contexto, tentar prever o futuro e desenhar uma cadeia linear de causa e efeito é, no mínimo, otimista demais. A estratégia deixou de ser um plano fechado e passou a ser um processo vivo.
E é exatamente aqui que o Balanced Scorecard começa a perder relevância.
O Flywheel é a resposta
É nesse cenário que entra o conceito de Flywheel, popularizado por Jim Collins.
A ideia é simples — e ao mesmo tempo, poderosa: Em vez de pensar a estratégia como um funil linear, pense nela como uma roda em movimento contínuo.
No Flywheel, não existe começo, meio e fim bem definidos. Existe movimento. Cada ação alimenta a próxima. Cada resultado gera mais impulso. E, com o tempo, o sistema ganha velocidade.
Não é sobre grandes saltos estratégicos. É sobre consistência e acúmulo de pequenas vitórias. Enquanto o Balanced Scorecard tenta controlar a estratégia, o Flywheel entende que o jogo é outro: é sobre aprender, ajustar e girar mais rápido.
O caso Amazon: estratégia em movimento
Um dos exemplos mais clássicos da aplicação desse conceito envolve Jeff Bezos e a Amazon.
Em 2001, quando a Amazon estava a beira de se tornar mais uma das centenas de empresas de tecnologia a sucumbir a bolha que acabara de estourar, ele procurou o professor Jim Collins. E foi a partir daquela conversa que surgiu o poderoso modelo da Amazon que conhecemos hoje. Veja só.

Percebe a diferença? Não é um mapa estratégico estático como o Balanced Scorecard. É um sistema dinâmico que se retroalimenta. A Amazon não cresceu porque seguiu um plano perfeito. Ela cresceu porque construiu um mecanismo que ganha força com o tempo.
Concluindo...
Agora eu te pergunto: Você ainda quer fazer gestão com uma lógica do século passado? Ou está pronto para pensar estratégia como um sistema vivo, adaptativo e em constante evolução?
O Balanced Scorecard pode até ter sido revolucionário. Mas hoje, ele começa a parecer mais um artefato histórico do que uma ferramenta de futuro.
Se você quer dar o próximo passo e aprender como aplicar esse novo modelo na prática, conheça a nossa Formação em Planejamento Estratégico Ágil.
Porque, no fim do dia, a diferença entre empresas que crescem e as que ficam para trás é simples: umas ainda planejam… outras já estão girando.




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