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A Falácia dos Estilos de Liderança

  • Foto do escritor: Alium
    Alium
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Durante décadas, a liderança foi explicada por meio de modelos e rótulos. Em cursos, livros e treinamentos, aprendemos que existem “estilos de liderança” e que, ao identificar o seu, tudo ficaria mais claro. Mas… será mesmo?


A verdade é que essa lógica, embora didática, carrega falácias perigosas que acabam empobrecendo o desenvolvimento do líder.


Vamos falar sobre isso.


Os 6 Estilos de Liderança


Ao longo do tempo, diferentes teorias tentaram classificar o comportamento dos líderes. Entre as mais conhecidas, estão:


A Falácia dos Estilos de Liderança

Até aqui, tudo parece fazer sentido. O problema começa quando acreditamos que liderar é escolher um estilo e “vestir esse personagem”.


A grande falácia: liderança não é um rótulo


A principal falácia da teoria dos estilos de liderança é simples, mas profunda: ela sugere que o líder se constrói de fora para dentro.


Como se fosse possível dizer: “Agora serei transformacional.” “Preciso agir mais como um líder democrático.” “Esse não é meu estilo, então não funciona para mim.”


Na prática, isso gera líderes fragmentados, que atuam de forma artificial, tentando se encaixar em modelos que não dialogam com sua essência.


Liderança não nasce da tentativa de imitação. Ela nasce da coerência interna.


Liderar é um movimento de dentro para fora


A liderança verdadeira começa antes do cargo, antes da técnica e antes do estilo. Ela nasce do autoconhecimento.


É quando o líder entende:


  • Seus valores inegociáveis

  • Seus medos e inseguranças

  • Seus limites e potencialidades

  • Suas motivações mais profundas


A partir disso, o comportamento emerge de forma natural. Em alguns contextos, esse líder será mais direto. Em outros, mais acolhedor. Em momentos críticos, mais firme. Em fases de construção, mais inspirador.


Não porque ele “mudou de estilo”, mas porque está inteiro consigo mesmo.

Líderes que se conhecem não precisam decorar modelos. Eles respondem com presença ao que a realidade exige.


A maturidade da liderança não está em se adaptar a rótulos, mas em expandir a consciência. É isso que sustenta decisões difíceis, conversas sensíveis e escolhas éticas — especialmente quando ninguém está olhando.


Uma reflexão final


Talvez o maior erro da liderança moderna tenha sido tentar simplificar demais aquilo que é, por natureza, humano, complexo e profundo.


Liderança não é técnica pura. Não é fórmula. Não é personagem. Liderança é identidade em ação.


Se você sente que liderar vai além de métodos e cargos, e que existe uma dimensão mais profunda — interna, silenciosa e transformadora — talvez seja hora de olhar para dentro.

Convido você a ler gratuitamente o nosso e-book O Despertar da Liderança, um convite à reflexão sobre espiritualidade, autoconhecimento e o verdadeiro papel do líder no mundo contemporâneo.


Porque antes de liderar pessoas, processos e estratégias…é preciso liderar a si mesmo.

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